Foto : Mairiporã
Porque não sentirmos, vivenciarmos a vida como uma longa mas breve estrada,
com começo , meio e fim, a ser definido por nossa trajetória, nesta rodovia......
Começo que não sabemos, meio que poderemos construir, definir segundo
nossos princípios e preceitos, acumulados pelo trajeto sem método ou
planejado, com mais ou menos asfalto moral de acabamento, mais ou menos
pedras e areia de conhecimento, que irão dar ou não a base de uma sustentação
que impulsionara o veículo corpo físico e espiritual.
Com curvas, nas quais oscilaremos a direita ou esquerda, a deriva, quem sabe ?
Subida e descidas abruptas ou suaves, todas resultado da nossa engenharia
íntima de sedimentação nesta estrada em construção.
Base asfáltica contida no intimo de cada, para usarmos como meio de suportar
o peso do veiculo, que carregados de ódio, luxuria, magoas, com visão nua e
crua ao externo, em detrimento ao interno, se arrastará qual via mal
construída, eivada de trincas impostas pelo tempo e pela VIDA.
Mas, apenas teremos neste trajeto uma única certeza, sem sabermos o dia
a hora, o instante, a forma, de que iremos retornar a uma rodoviária, de onde
partiremos, com uma única e tão só bagagem, aquela que auferimos no mais
simples e humilde projeto, o da dignidade, tão desprezado aos olhos de
tantos pela rodovia da vida mas tão necessário na rodovia de luz , pós
encerramento dos olhos ao mundo físico.
Partiremos pura e tão somente, de acordo com o que na VIDA semeamos. GBG/dez 2013.
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